Metodologia de ensino EOM: como ela permite que o raciocínio osteopático seja praticado por todos os profissionais

O papel da educação é entregar conhecimento e possibilitar novos caminhos na vida de todos os seres humanos. Na mesma linha de raciocínio está a osteopatia, que fala sobre levar qualidade de vida e ampliar os caminhos do fisioterapeuta. Sabendo da importância da osteopatia e da educação para a sociedade, a metodologia de ensino EOM não poderia deixar de levar o raciocínio osteopático para todas as pessoas.

Para garantir o primor no ensino, a Escuela de Osteopatía de Madrid construiu uma grade completa, onde o fisioterapeuta aprenderá de forma profunda metodologias e abordagens manuais distribuídas ao longo da formação. Em todos os períodos de estudos, os alunos entendem mais do que como reabilitar seus pacientes, eles aprendem a superar seus limites, seja qual for a dificuldade, pois a osteopatia é para todos e a EOM também!

Você sabia que a Escuela de Osteopatía de Madrid, com a sua metodologia de ensino, foi escolhida para ensinar a fisioterapeutas cegos?

Depois que a EOM foi fundada pelo Dr. Ginés Almazán e o Dr. Francois Ricard, foi incorporado um modelo de trabalho e ensino focado na aprendizagem, com um nível de detalhe em sua explicação, verbalização e incorporação proprioceptiva que surpreende por sua qualidade e resultado de aprendizagem.

A combinação da experiência do Dr. Ginés Almazán com o perfil do Dr. François Ricard permitiu à EOM desenvolver uma metodologia de ensino e materiais com uma linguagem clara e acessível. Mesmo anos após a fundação da escola, esses materiais foram ainda mais personalizados, por conta da experiência que tiveram com a escola de fisioterapia da ONCE (Organização Nacional dos Cegos de Espanha), onde durante 4 anos eles ensinaram osteopatia a fisioterapeutas cegos. Graças a metodologia da EOM, detalhada em sua verbalização e descrição espacial, a explicação verbal do professor treinado pelo programa de formação docente EOM é suficiente para que todos os alunos entendam e aprendam.

O aluno Dr. Emerson da Gama, atualmente matriculado na EOM Campinas, tem 45 anos e é deficiente visual. Ele contou um pouco da sua história com a escola e compartilhou como a experiência é importante. “A osteopatia me ensinou muito a questão de ser humano, de ajudar o próximo e ela mudou muito minha filosofia de pensar. Tive uma professora na faculdade que era osteopata e ela sempre me incentivou a fazer osteopatia, dizia que quando entrava no consultório para atender, fechava os olhos, e eu com falta de visão não teria nenhuma dificuldade para entender. E então virou meu sonho!

Aluno Emerson com o professor Amatuzzi

O primeiro seminário foi com o Professor Amatuzzi. Contando a história da osteopatia, ele comentou que alguns dos primeiros alunos na Espanha eram deficientes visuais, por isso o detalhamento no ensino da escola. No começo eu tive dificuldade, pois não falava espanhol, mas logo passei a ter aulas com os professores brasileiros e deu certo… Quando o professor Leandro veio para Manaus, no seminário do diafragma, ele foi sensível quanto a minha dificuldade para entender o diafragma e trouxe tudo montado em folhas de E.V.A. Isso me ajudou bastante a entender!

Quando fui para Campinas os monitores foram muito legais e todos começaram a me auxiliar. O primeiro professor, o Rômulo, fez uma estrutura de papelão para que eu pudesse tocar e soubesse como funcionava a trajetória da anatomia da sinapse do sistema nervoso. Eu achei muito interessante. Os alunos também ajudaram, compravam massinha…foi muito legal e facilitou meu entendimento.

Esquema de inervação autônoma da cabeça feita com massinha para o Emerson

Já comentaram que vou ser o primeiro aluno cego da EOM América Latina. Quando eu me formei em Manaus, em 2010, eu fui o primeiro cego fisioterapeuta da região norte, então, na força do senhor, até hoje eu não encontrei barreiras. Deus vem me ajudando bastante a vencer essas dificuldades! 

Eu agradeço muito a Deus e ao Sebastião Júnior, um amigo que me incentivou a entrar na Escuela de Osteopatía de Madrid. Ele se matriculou comigo, mas precisou parar no quarto seminário para ficar com a esposa que teve filho. Anos mais tarde, ele me contou que só se matriculou para me encorajar, para que eu fosse com ele. Ele me apresentou para o pessoal e me incentivou a dar continuidade.”

 

O aluno Emerson e a monitora Dra. Maria Otilia

Veja o que o Dr. Ginés Almazán, um dos fundadores da EOM, conta sobre a metodologia de ensino da Escuela de Osteopatía de Madrid:

“Para começar, o modelo que o Dr. François Ricard incorporou na escola, desde a sua origem, foi um modelo de técnicas muito apurado, com um nível de detalhamento na hora de escrever e na hora de falar para os alunos. É algo que eu nunca havia visto, apesar de tantos anos estudando e praticando osteopatia…Eu devo dizer que o modelo que estamos fazendo é um modelo muito particular, que foi implantado por ele. Certamente, ele observou, aprendeu e praticou em suas distintas formações prévias, mas a verdade é que eu mesmo fiquei surpreso com o método.

O modelo consiste no seguinte: na hora de apresentar a técnica, o professor descreve em detalhes o objetivo que se pretende atingir, os princípios de aplicação, as bases biomecânicas e etc. Depois, ele ensina à nível prático, desde a posição do paciente, a posição do fisioterapeuta, como está situada a perna de cada um, como está o braço, a posição da cabeça. Não usamos o termo “coloque a mão aqui”, porque se um aluno não está vendo, ele não vai saber onde é “aqui”. É preciso descrever com detalhes, por exemplo “coloque o piriforme da mão direita em contato com a apófise espinhosa da vértebra D3 em seu lado direito e situe o dedo indicador da mão esquerda em contato com a cava anterior do acrômio esquerdo do paciente”, esse é o nível de descrição!

“Não usamos o termo “coloque a mão aqui”, porque se um aluno não está vendo, ele não vai saber onde é metodologia de ensino eom“aqui”.”

A princípio, a metodologia de ensino EOM é essa, com uma descrição e linguagem muito detalhados. Não usamos “aqui, ali, neste ponto, um pouco mais pra baixo”, do ponto de vista linguística, tudo é detalhado. Falamos “a posição do operador, em decúbito lateral direito, a mão do paciente embaixo do seu ouvido direito, a perna do paciente flexionada a 90º”, esse nível de detalhe é o que permite que o aluno aprenda principalmente pelo sentido da audição.

Obviamente, em casos de alunos com deficiência auditiva tudo será adaptado, mas de maneira geral, podemos ter todos os alunos da classe aprendendo, inclusive alunos com deficiência visual também podem aprender osteopatia devido à nossa maneira de ensinar. Os cegos podem fazer uma representação espacial perfeita do que está acontecendo.

Descrevemos detalhadamente também o que terá que ser feito. Isso é muito especial quando falamos dos anos da EOM. A escola tem 30 anos de funcionamento e durante vários anos tivemos uma colaboração com a escola de fisioterapia da ONCE (Organização Nacional dos Cegos de Espanha), uma escola que formava fisioterapeutas cegos, e nós ensinamos osteopatia para eles. 

No começo da parceria, para nós, não foi um grande problema ensinar alunos com deficiência visual, pois estávamos acostumados a ensinar de acordo com o modelo do François. O que fizemos foi aperfeiçoar esse modelo, por isso, nos demos conta de que o detalhe linguístico é fundamental. Trabalhamos de uma maneira que um professor da EOM pode estar em qualquer lugar e ainda sim conseguir passar por sua linguagem tudo o que será trabalhado e isso também cria uma imagem mental no aluno, que apesar de realizar movimentos com suas mãos, está vendo um filme em sua cabeça. Ele visualiza tudo o que precisa ser feito apenas imaginando. Graças a esse aperfeiçoamento de linguagem, a osteopatia é ensinada para todos!”

Não importa quanto tempo passe, a EOM segue firme em seu propósito de levar educação, saúde e inovação em osteopatia. Faça parte dessa família! 

EOM Brasil - A Maior e mais conceituada escola de osteopatia do mundo

Comece sua jornada em direção a uma carreira de sucesso na área da saúde

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A osteopatia é uma carreira de saúde para profissionais que querem melhorar seus resultados clínicos e fazer a diferença positiva na vida do paciente. Quando o raciocínio osteopático é aplicado, ganha o paciente, que se vê livre mais rapidamente dos seus sintomas, e o fisioterapeuta, que cresce muito profissionalmente e pessoalmente.